13 abril 2020

Resenha: Um desejo para nós dois - Tillie Cole

em 13 abril 2020

1 comentário



Da mesma autora de Mil beijos de garoto, uma história sobre o poder transformador da música
Uma história de música. Uma história de cura. Uma história em que o amor conquista tudo.
Bonnie é a explosão de cor na escuridão dele. Cromwell é a batida que faz o coração dela pulsar.
Aos dezenove anos, Cromwell Dean é a estrela em ascensão da dance music eletrônica. É adorado por milhares de pessoas, mas ninguém o conhece de verdade. Ninguém vê a cor do seu coração. Até a garota do vestido roxo. Ela é a primeira que consegue ver através das barreiras que Cromwell construiu para a escuridão que o habita.
Quando deixa para trás o céu cinzento da Inglaterra para estudar música na Carolina do Sul, a última coisa que ele espera é vê-la de novo. E ele certamente não espera que a garota do vestido roxo fique em sua cabeça como uma música.
Bonnie Farraday vive pela música. Ela deixa cada nota tocar seu coração e não entende como alguém tão talentoso quanto Cromwell pode evitar fazer o mesmo. Ele está se escondendo de seu passado e ela sabe disso. Bonnie tenta ficar longe, no entanto, algo continua chamando-a de volta. Mas quando uma sombra se aproxima dela, cabe a Cromwell ser sua luz, da única maneira que ele sabe. Ele deve ajudá-la a encontrar a música perdida em seu coração frágil, deve mantê-la forte com uma sinfonia que só ele pode compor.
Uma sinfonia de esperança. Uma sinfonia de amor.

Ficha Técnica Da Obra

Páginas: 416 | Ano: 2019 | Idioma: Português | Editora: Planeta de Livros | ISBN: 9788542216851 | Gênero: Drama / Jovem adulto / Literatura Estrangeira | Skoob | Livro recebido em parceria com editora

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"Desde você... Tudo é diferente.
A música.
É você Farraday.
Você fez a diferença."

Um desejo para nós dois
 trás a história dramática, cheia de altos e baixos e muito amorzinho de Bonnie e Dean.

Dean é um DJ de sucesso, mesmo jovem ele mostra um talento incrível com sua música. Mas em uma 'festa' que ele está tocando em Londres ele conhece a doce Bonnie, uma garota que mexe com sua cabeça quando diz que suas músicas não transmitem nenhuma emoção.

Bonnie é aquela garota doce, que ama música e que conquista o amor de todos ao seu redor. Mas ainda assim ela tem vários segredos que podem desmoronar sua vida, mas ela os esconde muito bem enquanto cursa música em uma das melhores faculdades dos Estados Unidos, ao lado do seu irmão gêmeo.

Já Dean é o típico garoto talentoso cheio de problemas. Algo aconteceu em seu passado que o mudou, e ele passa a maior parte do tempo tentando não sentir, não lembrar. Mas quando ele conhece Bonnie as coisas começam a mudar em sua vida, a começar pela bolsa que ele ganha para estudar nos Estados Unidos, a convite de um dos maiores musicistas do país.

O livro é repleto de 'coincidências', então não é por acaso que o colega de quarto de Dean é o irmão gêmeo de Bonnie, e que logo eles ficarão amigos. Além disso por ter várias aulas com ela, eles começam a se aproximar, e terão que unir seu amor pela música para conseguir progredir naquela universidade.

“Foi você, Farraday. Você me devolveu o que perdi. Passei o polegar pelo seu lábio inferior enquanto seus olhos brilhavam. "Foi você quem trouxe a música de volta ao meu coração."

Logo de cara também percebemos que há algo de 'errado' com Bonnie e com Dean, e isso também não foi nenhuma novidade, mas eu achei muito interessante o fato do mocinho ter sinestesia, que é o seguinte:

sinestesia substantivo feminino1.
PSICOLOGIArelação que se verifica espontaneamente (e que varia de acordo com os indivíduos) entre sensações de caráter diverso mas intimamente ligadas na aparência (p.ex., determinado ruído ou som pode evocar uma imagem particular, um cheiro pode evocar uma certa cor etc.).
2.
ESTILÍSTICAcruzamento de sensações; associação de palavras ou expressões em que ocorre combinação de sensações diferentes numa só impressão.











Então foi muito interessante observar como isso funciona, como ele 'enxerga os sons como cores, sente o 'sabor' delas. Eu nunca havia lido um livro com isso, e adorei esse diferencial. E por conta do seu passado com seu pai ele sempre está tentando bloquear as emoções, e mudou completamente o seu estilo musical em decorrência do que vivenciou, abafando todos esses seus sentimentos sombrios com as músicas eletrônicas.

Como Bonnie é a garota meiga, alegre e que esbanja coraçõezinhos por onde passa, essa personalidade acaba entrando em conflito com Dean, pois ele é todo retraído e não tem muita vontade de participar de nada, de fazer o projeto da universidade com a música, e ela é sempre toda empolgada com essas coisas.

O livro é muito bom, emocionante, te deixa melosa e toda sentimental, mas o final acabou estragando toda a história pra mim, por isso acabei dando somente três estrelas. Não vou contar bem o que é pois é um grande spoiler, mas acredito que a autora acabou romantizando coisas pesadas para dar uma solução aos acontecimentos mais impactantes.

Essa romantização de certos transtornos mentais é algo que está acontecendo em vários livros, e aqui não é diferente, e aqui temos um personagem que sofre um transtorno mental e tem um destino muito triste, e a autora coloca como se o aconteceu fosse inevitável, colocado como romântico, e isso me incomodou demais. Talvez alguém possa achar que eu esteja exagerando, porém quando você passa por situações ou vivencia experiências de pessoas que passam pelo mesmo do personagem, e você vê em um livro isso passado como heroico e singelo, isso trás um pouco de revolta e desconforto.

Mas ainda assim não deixo de recomendar a história. Não é um livro tão dramático como Mil Beijos de Garoto, mas com certeza vai agradar os leitores que amaram ele, pois a história é trabalhada nessa mesma vertente de casal com problemas, doenças e tudo mais.

"Eu não posso enfrentar tudo isso. Eu não posso lidar com o que você está me fazendo sentir. Quando você está perto de mim. Quando você me toca. Seu rosto se contorceu e ele respirou fundo. "Eu não posso lidar com toda dor."



Um comentário:

  1. Opa, tudo bem por aí?

    Confesso que não conhecia a obra, porém, isso da romantização do transtorno me incomodou demais. Acho que eu passo a leitura, com certeza. Isso é algo que também me incomoda bastante. Infelizmente, isso pode ser um gatilho pesado para quem lê e já sofre de algum transtorno psicológico. Enfim, parabéns pela resenha, pois ficou ótima, como sempre.

    Abraços!
    Acampamento da Leitura

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