08 abril 2020

Resenha: Invisível - Tarryn Fisher

em 08 abril 2020

1 comentário

Margô mora em uma casa caindo aos pedaços, num bairro abandonado, com sua mãe que a ignora há dois anos. Ela se sente invisível, até que a amizade com Judah, seu vizinho cadeirante, muda suas perspectivas e a desperta. Quando uma criança de sete anos desaparece em seu bairro, Margô resolve investigar o caso com a ajuda de Judah e o que ela descobre a transforma por completo.

Agora, determinada a encontrar o mal, caçar todos os molestadores de crianças, torna-se a razão de sua vida. Com o risco de perder tudo, inclusive sua própria alma, Margô embarca num caminho sem volta... E o que isso diz a ela sobre si mesma? Por que decidiu fazer justiça? O que a tornou tão invisível?


Ficha Técnica Da Obra

Páginas: 256 | Ano: 2020 | Idioma: Português | Editora: Faro | ISBN: 9788595811003 | Gênero: Literatura Estrangeira / Romance / Suspense e Mistério | Skoob

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"- Você tem que entender algo sobre Bone - diz Judah. -Todas as coisas ruins que acontecem aqui lembram as pessoas do que elas estão tentando esquecer. Quando se é rico e vê coisas como essa na TV, você abraça seus filhos e se sente grato por não ser você. Quando se é de Bone, você abraça seus filhos e reza para não ser o próximo."

Como todo livro da Tarry, ao terminar Invisível sua mente irá ficar bugada, pois você vai ficar se perguntando em que momento deixou passar algum detalhe, se você leu direito ou se a autora endoidou mais uma vez e te pregou a pegadinha do século. Com invisivel não foi diferente, temos aqui uma história visceral, com uma protagonista cheia de felhas, e que desde cedo teve que aprender a se virar sozinha.

Desde sempre Margo vive na 'Casa que devora', uma casa velha, em um bairro velho e que tem os mesmos moradores desde sempre: o traficante, a maconheira, a cigana, os homens maus e sua mãe: a prostituta.

Quando Nevaeh, uma garotinha que ela conhecia, desaparece e a polícia não consegue encontrar os culpados, Margo decide investigar essa história por conta própria, e acaba descobrindo um lado seu que não fazia ideia que existia até hoje.

"— Você parece diferente ultimamente.
— Diferente como? — pergunto. Minhas mãos estão suando. Eu pareço uma assassina, é isso que está diferente. Mas o que ele vê? Será que consegue ver o sangue em minha mãos?
— Como se você não ligasse mais para merda nenhuma — diz ele."

Essa é mais uma das histórias malucas da Tarryn, que você começa achando que é uma coisa, e no final está grudado com a cara no livro devorando a história desesperadamente, porque a autora conseguiu colocar reviravoltas que ninguém no mundo poderia prever, e deixar tudo ainda mais eletrizante.

Um dos pontos mais interessantes aqui é a construção da protagonista, a relação dela com a "Casa que devora". Tarryn consegue mostrar como toda violência, isolamento, abandono e abuso psicológico que Margô viveu desde pequena influenciou em toda sua vida, mesmo que ela não percebesse.

Invisível é uma leitura visceral, que mexe com o leitor desde o começo, e que prega várias peças ao longo da leitura. Com certeza ele entrou para os meus top favoritos da autora, e pra quem tem vontade de conhecer a escrita da Tarryn esse pode ser um ótimo ponto de partida.

"Que hipócrita eu sou. Passo a vida inteira lendo livros que aludem à felicidade, quando me recuso a vivenciá-la."

Um adendo para a resenha, por mais que eu tenha adorado a edição da Faro, o título do livro em inglês (Marrow) faz bem mais sentido à história, e no final ele se aloca tão bem com tudo que aconteceu que acredito que se tivesse sido ele a escolha, eu teria entendido algumas coisas mais rápido rsrsr.


Um comentário:

  1. Opa, tudo bem por aí?

    Não conhecia a obra, mas fiquei bem interessado, até porque amo um bom suspense e histórias que deixam a nossa mente bugada no fim kkkk. Não li nenhum outro livro da autora também, então, acho que pode ser uma boa começar por Invisível.

    Abraços!
    Acampamento da Leitura

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