17 maio 2019

Resenha: Daisy Jones and The Six - Taylor Jenkins Reid

em 17 maio 2019

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Embalado pelo melhor do rock’n’roll, um romance inesquecível sobre uma banda dos anos 1970, sua apaixonante vocalista e o amor à música. Da autora de Em Outra Vida, Talvez?. Todo mundo conhece Daisy Jones & the Six. 

Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora. 

Esta é história de uma menina de Los Angeles que sonhava em ser uma estrela do rock e de uma banda que também almejava seu lugar ao sol. E de tudo o que aconteceu ― o sexo, as drogas, os conflitos e os dramas ― quando um produtor apostou (certo!) que juntos poderiam se tornar lendas da música. 

Neste romance inequecível narrado a partir de entrevistas, Taylor Jenkins Reid reconstitui a trajetória de uma banda fictícia com a intensidade presente nos melhores backstages do rock’n’roll.


Ficha Técnica Da Obra
Páginas: 244 | Ano: 2019 | Idioma: Português | Editora: Paralela | ISBN: 9788584391400| Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance | Skoob


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"Às vezes parece que alguns de nós estão correndo atrás de nossos pesadelos da mesma forma que as outras pessoas correm atrás dos seus sonhos"


Daisy Jones e The Six é um livro sobre uma banda de rock dos anos 70, conduzido em forma de entrevista vamos conhecer todos os integrantes e também pessoas que se envolveram com eles, para conhecer suas historias é a criação da maior banda de rock da época, que teve uma ascensão e decadência muito rápida no cenário musical.

Eu tive alguns problemas com essa leitura, e o principal foi a forma da narrativa, que por ser uma "entrevista" bate e volta com as pessoas contanto a sua versão daquele momento eu perdia o ritmo da leitura a roda hora. Talvez Pôr que esse foi o primeiro livro que li assim, mas o fato de alguns personagens cortarem a história só para reclamar de algo bobo ou então dar detalhes que não acrescentaram em nada aquele momento em especial ou ia me perdendo e desanimado na leitura. Acredito que se o livro fosse como uma biografia, com o ponto de vista dos personagens ou uma narrativa em 3' pessoa ele seria muito mais dinâmico.

"Eu não tinha o menor interesse em ser a porra da musa de alguém. Eu não sou a musa. Eu sou esse alguém. E assunto encerrado."
Outro ponto que me atrapalhou foram as brigas e reclamações de alguns membros da banda. Isso é algo que acontece em todas as bandas em algum momento, é claro, mas em todas as cenas que íamos entender como os The Six surgiram havia reclamação, havia alguém insatisfeito, e o pior, as reclamações não levavam a lugar nenhum Pôr que eles não faziam nada para mudar o que não gostavam. Pete e Eddie me cansaram bastante, principalmente quando Daisy entra pra historia da banda.

Mas é claro que a historia teve seus pontos altos, e eles pra mim foram duas protagonistas feministas que eram tão diferentes entre si, mas que trouxeram a mesma essência de poder de escolha. Camila e Karen queriam coisas diferentes, uma queria ter uma família e a outra ideia focar na sua carreira, e ambas não desistiram dos seus sonhos, por mais empecilhos ou julgamentos que recebessem. Elas foram mulheres inspiradoras pra mim.

"Bebedeira, drogas, sexo casual, é tudo a mesma coisa. A gente estabelece os limites. Mas aí acaba passando dos limites mesmo assim. E, de repete, surge aquela ideia perigosa de que dá para ultrapassar os limites sem que nada aconteça. O mundo não vai acabar por causa disso.
A gente pega uma linha divisória muito clara e transforma numa zona cinzenta pontos e de vez em quando acaba indo longe demais de novo, e essa zona cinzenta vai ficando ainda mais difícil de distinguir, e a gente pensa: tinha um limite muito claro aqui, só não sei onde."

Há também muita lição sobre as drogas e alcoolismo, pois neste cenário de rockstar nos anos 70 era muito comum o uso de drogas e álcool pelas bandas, festas todas as noites e isso era considerado "normal" por todos do meio. Mas Daisy e Billy nos mostram como é fácil entrar nesse mundo e difícil sair, como aqueles com mais problemas usam isso de escape para não sentir, mas que na maioria das vezes acabam é tornando sua vida mais vazia, e lhes afastando de todos que se importam.

Daisy Jones & The Six tem uma proposta incrível, uma visão real sobre a maior banda de rock dos anos 70, porem pra mim acabou não funcionando tão bem assim, mas ainda consegui tirar boas lições dessa história. Com um final surpreendente a historia de alguma maneira vai entrar em seu coração, e te deixar bem curioso para a adaptação que está sendo feita pela Amazon Prime.

"No começo, acho que a pessoa começa a se drogar para silenciar os sentimentos, para fugir deles. Mas depois de um tempo percebe que as drogas estão tomando sua vida insuportável, que na verdade estão amplificando seus sentimentos. Estão maximizando suas decepções, além da sua diversão então, quando você começa a pegar mais leve, vai descobrindo sua sanidade.
E, quando redescobre sua sanidade, é só questão de tempo antes de entender porque você precisava de uma válvula de escape, para começo de conversa."




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