07 janeiro 2019

Resenha: O Ódio Que Você Semeia (The Hate U Give) - Angie Thomas

em 07 janeiro 2019

30 comentários

Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.

Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo.
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

Ficha Técnica Da Obra

Páginas: 378 | Ano: 2017 | Idioma: Português | Editora: Galera record | ISBN: 9788501110817 | Gênero: Ficção; Jovem adulto; Infantojuvenil | Skoob

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"Engraçado. Os senhores de escravos também achavam que estavam fazendo a diferença na vida dos negros. Que os estavam saldo do "jeito selvagem africano. Mesma merda, século diferente. Eu só queria que pessoas como eles parassem de pensar que gente como eu precisa ser salva."

Starr é uma jovem negra que mora em um gueto dos Estados Unidos, seu pai tem um mercadinho desde que ela era pequena, mas quando ela viu sua melhor amiga ser morta a tiros aos 10 anos seus pais decidiram colocar todos seus filhos em uma escola fora daquele lugar, para que eles tivessem uma educação melhor e pudessem ter mais oportunidades. Mas essa escola é de pessoas ricas, de pessoas brancas, e ela é uma das únicas alunas negras dali, e por isso ela tem toda uma máscara para conseguir viver naquele ambiente de pessoas ricas e privilegiadas.

Mas quando ela volta para a casa todos os dias ela também não consegue se identificar com aquele local, pois todos ali acham ela 'metida' por estudar em uma escola de brancos e ter amigas brancas, e com isso ela também usa uma máscara para viver ali, ela não conhece qual é a verdadeira Starr, qual a sua verdadeira voz, mas um dia ao ir a uma festa do gueto e reencontrar um velho amigo, ela presencia uma cena bizarra, o carro que eles estão voltando para a casa é parado por dois policiais brancos, e ao sair do carro para ser revistado Khalil acaba sendo assassinado, mesmo não estando armado ou portando algo perigoso.

O caso acaba repercutindo, afinal é mais um jovem negro que não estava armado morto pelas mãos de um policial branco, mais um jovem morto por puro e simples racismo. Com medo de falar e se expor, e ao mesmo tempo querendo fazer justiça por seu melhor amigo, Starr vai descobrir nessa história o poder da sua voz e como ela pode levantar tantas outras vozes.

"Às vezes você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo."

A principal mensagem do livro é alta e clara: o racismo, e como ele está tão enraizado na nossa sociedade, como ele atinge todas as pessoas desde as mais novas e moldam toda a vida delas naquele lugar. O ódio que é semeado pela sociedade estraga a vida das pessoas que são atingidas por ele desde pequenas, pois sem oportunidade de um ensino de qualidade elas acabam não tendo oportunidades em bons empregos - quando os conseguem - e assim para se manter acabam tentando conseguir dinheiro para se manter de outras formas, e na maioria das vezes acabam sendo julgadas como 'pessoas más' por estarem naquele caminho, sem lembrar de tudo que as levou para ele.

"Thug Life, “vida bandida”, queria dizer…
— The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody, ou “o ódio que você passa pras criancinhas fode com todo mundo”.
— Tudo bem, e o que você acha que quer dizer?
— Khalil disse que é sobre o que a sociedade semeia em nós quando pequenos e como isso volta e os morde depois — digo. — Mas acho que é mais do que quando pequenos. Acho que é o ódio que semeiam, ponto.
 — Nós quem? — pergunta ele.
— As pessoas negras, as minorias, os pobres. Todo mundo na parte de baixo da sociedade.
— Os oprimidos — diz papai. — É. A corda sempre arrebenta para o nosso lado, mas somos quem eles mais temem.
— E qual é o ódio que estão semeando para as “criancinhas” na sociedade de hoje?
 — Racismo?
— Você tem que me dar mais detalhes do que isso. Pense em Khalil e na situação toda. Antes de ele morrer.
— Ele era traficante. — Dói falar. — E possivelmente membro de uma gangue.
— Por que ele era traficante de drogas? Por que tantas pessoas do nosso bairro são traficantes?
Eu me lembro do que Khalil disse: ele se cansou de escolher entre a luz e a comida. — Eles precisam de dinheiro — digo. — E não têm muitas outras formas de ganhar dinheiro.
— Certo. Falta de oportunidades — diz papai. — Os Estados Unidos corporativos não trazem empregos para nossas comunidades, e claro que não nos contratam com facilidade. Aí, merda, mesmo que você tenha diploma do ensino médio, muitas das escolas nos nossos bairros não nos preparam bem o bastante. Foi por isso que, quando sua mãe falou sobre mandar você e seus irmãos para Williamson, eu concordei. Nossas escolas não recebem os recursos para equipar vocês como a Williamson recebe. É mais fácil conseguir crack do que uma boa escola por aqui. “Agora, pense nisso. Como as drogas chegaram ao nosso bairro? Estamos falando de uma indústria de muitos bilhões de dólares, filha. Essa merda vem voando para as nossas comunidades, mas não conheço ninguém que tenha jatinho particular. Você conhece?”
— Não.
— Exatamente. As drogas vêm de algum lugar e estão destruindo nossa comunidade — diz ele.
— Tem gente como Brenda, que acha que precisa delas para sobreviver, e tem os Khalils, que acham que precisam vendê-las para sobreviver. As Brendas não conseguem emprego se não estiverem limpas, e não podem pagar reabilitação se não tiverem emprego. Quando os Khalils são presos por venderem drogas, eles passam a maior parte da vida na prisão, outra indústria de bilhões de dólares, ou têm uma dificuldade enorme para conseguir um emprego e muitas vezes acabam vendendo drogas de novo. Esse é o ódio que estão semeando, filha, um sistema elaborado contra nós. Essa é a vida bandida, a vida marginal, a Thug Life.
— Eu entendo, mas Khalil não tinha que vender drogas — eu digo. — Você parou.
— Verdade, mas se você não se colocar na posição dele, não o julgue. É mais fácil cair nessa vida do que sair dela, principalmente em uma situação como a dele. Agora, mais uma pergunta.
— Depois de tudo que eu falei, como a vida bandida se aplica às manifestações e badernas?
 — Todo mundo está com raiva porque Um-Quinze não foi acusado — explico —, mas também porque ele não é o primeiro a fazer uma coisa assim e se safar. Sempre acontece, e as pessoas vão continuar se rebelando até mudar. Então, o sistema ainda está semeando ódio, e todo mundo ainda está se fodendo? Papai ri e me dá um soco na mão.
— Minha menina. Olha a boca suja, mas, é, é isso. E a gente nunca vai parar de se foder enquanto isso não mudar. Essa é a chave. Tem que mudar. Um nó se forma na minha garganta quando a verdade me atinge. Com força.
— É por isso que as pessoas estão se manifestando, né? Porque não vai mudar se a gente não disser nada.
— Exatamente. Nós não podemos ficar calados.
— Então eu não posso ficar calada."


Outro ponto que a autora levanta é  'qual o sentido de ter uma voz se não vai usá-la?', por que se calar quando vê uma injustiça, um ato covarde, algo errado acontecendo quando você pode lutar para mudar aquilo, para ser ouvido? Starr nos ensina que mesmo o medo não pode nos calar, não pode nos paralisar, pois quando damos o passo para que o mundo ouça nossa voz, podemos fazer a diferença, e se não mudarmos o mundo, pelo menos plantamos a semente para a revolução.

O livro foi adaptado para as telinhas, e apesar de pequenas modificações a história continua incrível, a mensagem soa alta e clara, e é uma pena que ele não tenha sido exibido em todos os cinemas a nível nacional, pois ele seria mais uma ferramenta para levarmos essa mensagem a mais pessoas, a pessoas que na maioria das vezes não chegariam ao livro por não ter o costume de ler, mas que poderiam ter suas vidas mudadas por essa obra. Recomendo muito que vocês assistam, ficou realmente incrível a adaptação e acabou entrando para aquelas listas de filmes obrigatórios para a vida.

Esse é um livro muito importante de ser lido, por todas as idades, e principalmente para os jovens, que estão moldando seus pensamentos, sua personalidade agora. Angie não é utópica, é realista e consegue passar sua mensagem de forma clara e fluida, em um livro que você devora em poucas horas e que consegue tocar o leitor de uma maneira muito sincera, você se conecta com os personagens e com tudo que eles estão passando, e de alguma maneira quer ajudar a mudar essa roda da sociedade.

"Mas isso é maior do que eu e maior do que Khalil. É relevante para Nós, com N maiúsculo; todo mundo que se parece conosco, se sente como nós e está sentindo essa dor conosco, apesar de não me conhecer e de não conhecer Khalil. Meu silêncio não está Nos ajudando."

30 comentários:

  1. PRECISO ler esse livro urgentemente!
    a história parece ser bem forte e muito pertinente com o momento em que estamos vivendo. adorei ler o trecho que você separou, realmente forte!
    já queria ler antes, agora aumentou a curiosidade!

    Virando Amor

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  2. Quando esse livor foi lançado e começaram a falar muito bem dele, eu não me empolguei em conferir. Porem depois de mais de um ano eu vi o trailer da adaptação e fiquei muito envolvida com a trama e claro, corri pro livro. Que experiencia!!! Adorei. Ainda não consegui conferir o filme porque foi mal distribuído no Brasil, mas quero conferir em breve.
    Beijos

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  3. Olá!
    Eu quero muito ler esse livro e assistir ao filme! Infelizmente minha cidade foi uma das que não receberam a obra no cinema e isso me deixou bem chateada, mas pelo menos agora penso em ler o livro antes de assistir ao filme. Parece uma história que traz um enredo super relevante e achei ótimo o fato da autora escrever isso com uma linguagem que atinge os mais jovens também. Seu texto está ótimo e adorei poder ver o que achou sobre o livro. Beijos!

    castelodoimaginario.blogspot.com

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  4. Oi!
    Eu estou LOUCA para ler esse livro. Quando planejei o meu desafio desse ano, acabei esquecendo de colocar ele na minha meta e fiquei muito triste com isso. Mas quem sabe não consigo colocar durante o ano? Torcendo aqui.
    Soube por alguns booktubers que sigo a polêmica da adaptação, que está passando em pouquíssimos cinemas aqui no Brasil e acho isso, além de muito triste, sério também, pois mostra o que a produtora, a empresa, tem como mais importante.
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/

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  5. Olá!
    Ainda não li esse livro, mas sempre leio ótimas críticas sobre ele. Sobre o filme, vi pouca divulgação, nem sabia que já estava passando por aqui.
    Bjos
    Lucy - Por essas páginas

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  6. Olá.
    O tanto de comentários bons que eu já li sobre esse livro não cabem aqui. A sinopse, logo de cara, já é bem impactante, e acredito que a história em si o seja. Acredito que as mensagens passadas por ele são bem importantes. Aliás, saiu filme faz pouco tempo, né?
    Adorei a resenha.
    Até mais o/

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  7. Olá, tudo bem?
    Eu recebi esse livro no último dia de dezembro e fiquei bem feliz. Pretendo ler agora em janeiro e em breve resenho lá no blog. Gostei da sua resenha e impressões, realmente é um livro importante pelos temas tratados, muitos deveriam ler.
    Abraço!

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  8. Eu já tinha ouvido falar sobre o livro é sobre o filme .
    Acho que todo trabalho feito para mostrar o racismo precisa teruivo cuidado para não criar um sentimento de vingança. É bom que tenham brancos não racistas num livro para que não fomente...o ódio. Espero que o livro retrate isso.amei a sua resenha.bus

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  9. Oi Sabrina, sua linda, tudo bem?
    Esse é um assunto tão delicado. Principalmente nos EUA. Sabemos que esse caso é verídico, não esse necessariamente, mas quantos de nós não conhecemos pelo menos uma história parecida? De porque era pobre e negro foi "confundido" com um bandido e foi morto? Por isso acho esse livro e o filme muito importantes, já estão na minha lista desse ano. Sua resenha ficou ótima.
    beijinhos.
    cila.

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  10. Olá!

    Que bom que ainda existem autores que conseguem retratar esse tipo de preconceito e expor para todos a realidade da vida, infelizmente é o que muitas pessoas vivem, mesmo sendo muito cruel, é a realidade da vida.
    Irei procurar o filme para assistir, mas não me senti tentada a ler o livro.

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  11. Quero muito ler esse livro desde seu lançamento, pois retrata uma realidade do qual muitas pessoas desconhece, que é como e o pre conceito em relação aos negros nos EAU, pois antes eu imaginava que fosse algo velado como no Brasil mas estava totalmente engana. Enfim, a obra já está na minha lista de desejados, e não vejo a hora de começar a leitura desse título.

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  12. Preciso ler esse livro logo, pois desde o ano passado fiquei falando que iria fazer isso e sempre cancelava a leitura. Essa história deve ser fantástica, gosto desse tipo de livro pelo enredo forte e polêmico que possui.

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  13. Olá!
    Essa leitura está na minha meta desse ano. Adorei o enredo e ver o quanto tem mensagens importantes e reflexivas ao longo da trama.
    Como ainda não estreou o filme quero pegar pra leitura antes do lançamento para comparar com a adaptação.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  14. Estou louca para ler este livro. E acho que vou chorar muito, pois só sua resenha já me deixou com os olhos cheios de lágrimas. Os trechos que você selecionou nos fazem refletir muito, principalmente o mais longo, no qual a protagonista está conversando com o pai. É forte e real, se aplicando inclusive à realidade do Brasil, tão cheia de comunidades nas quais as pessoas estão condicionadas a viverem num determinado ciclo, repetindo os mesmos destinos de seus pais, avós, conhecidos, amigos... Sem oportunidade de estudos, sem oportunidade de empregos, pois não têm qualificação profissional. Tendo que optar entre o mundo do crime ou dos subempregos, que não pagam o suficiente para colocar comida na mesa, luz na casa, roupas em seus filhos, pagar pelos materiais escolares... Muito menos por atendimento de qualidade quando seus filhos ficam doentes e choram com febre, com fome... São muitas crianças e jovens presenciando, vivendo esse tipo de vida. E aí são aliciados para o mundo do crime e veem nisso uma oportunidade melhor. Podem comprar um lanche diferente, um tênis dos sonhos, uma boneca mais bonita, dar o dinheiro para a mãe pagar a conta de luz ou da mercearia...

    Falar em meritocracia e que uma pessoa entra no mundo do crime porque quer é não ter um mínimo de noção de realidade. Não saber por quantas dificuldades uma criança ou jovem numa comunidade precisa passar para ter uma chance de vida melhor. E se conseguem concluir o ensino médio e passar num Enem ainda precisam ultrapassar muitos outros obstáculos pelos quais os privilegiados não passam e talvez nem consigam terminar a faculdade.

    Um país que critica o sistema de cotas e outros programas de inclusão nunca irá andar para frente. É um país de ignorantes e alienados. Toda essa revolta só os trechos selecionados por você já me provocaram, pois me fizeram pensar muito na realidade do próprio Brasil. Imagina como não vou me sentir quando finalmente ler o livro!

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  15. Olá,
    Eu li esse livro ano passado em uma leitura coletiva e fiquei bastante impacitada com a realidade que a autora escreveu o livro e ele me fez acordar para várias coisas. Esse é um livro incrível que todos deveriam ler

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  16. Olá, tudo bem?
    Esse livro foi uma das minhas leituras favoritas de 2018 e eu não vejo a hora de assistir ao filme. Fiquei revoltada por ele não ter tido uma distribuição maior no Brasil, porque ele traz mensagens muito importantes e que precisam ser espalhadas.
    Mas, sobre o livro, não tenho nem palavras para descrever o quanto me emocionei enquanto lia. É um tema forte, mas que precisa ser muito discutido e acho que a autora trouxe isso de uma maneira incrível.
    Adorei ler sua resenha e fico feliz que tenha gostado tanto do livro quanto da adaptação. Espero poder assistir ao filme em breve.
    Beijos!

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  17. Meu momento! Esse é o meu livro favorito da vida TODINHA, tanto é que tatuei a Starr, não me canso de reler essa obra porque nunca me senti tão bem representada, vi o filme 3 vezes já e chorei em todas hahahaa. Acho esse livro necessário demais e fico triste que no cinema ele não tenha recebido a notoriedade que merece. Recomendo pra todo mundo porque é uma obra que mexeu comigo.

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  18. Amo muito livros em que nos conectamos com os personagens e que nos tocam. E sim, deve ser mesmo uma leitura essencial, que ainda pretendo fazer. As pessoas não percebem o quanto o racismo faz parte de nosso dia-a-dia, é incrível como falam que não são racistas e fazem uma afirmação que prova que são sim logo em seguida. Deve doer muito ter que ensinar a um filho como se comportar na frente de um policial pra que a pessoa não se machuque - e saber que muitas vezes ainda assim vai se machucar.

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  19. Oi Sabrina,
    Eu li O Ódio que Você Semeia em uma leitura coletiva com amigos. Fiquei tão impactado com o livro que não consegui escrever nada a altura da história de Starr.
    Ainda não consigo entender porque o filme teve uma distribuição tão pequena no país. Como você mesma disse, seria uma forma de mais pessoas terem acesso ao livro Angie Thomas.
    Um livro e uma resenha que não podemos ignorar. Parabéns!
    Beijos,
    André | Garotos Perdidos

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  20. Oi Sabrina, esta aí um livro que muitos deveriam ler. O racismo é um assunto que ainda é muito delicado em pleno século 21 e a falta e de empatia das pessoas estão tornando isso cada vez mais insuportável. Achar que racismo é um belo mimimi é uma coisa que me irrita até então.

    Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, admito que estou bem curiosa para saber o desfecho dele. Adorei a sua resenha.

    Beijos

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  21. Olá!
    Parece ser uma leitura tensa e de muita reflexão, claro que já vou anotar e espero que mais jovens leiam também, preconceitos devem ser desconstruídos e o racismos extirpado do mundo.
    Parabéns pela resenha e obrigada pela dica! Bjs

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  22. Olá!

    Preciso desse livro com urgência, ainda mais depois de ler sua resenha. Eu adorei as informações que deixou sobre a história e com os temas importantes tudo indica que é uma ótima dica de leitura. Parabéns pela resenha.

    Bjos
    https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/

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  23. Oieee,

    Esse é um dos livros que estão na minha lista de leitura, quero muitooooo conhecer essa história, justamente por tratar de assuntos necessários, que precisam atingir a todos, sem exceção.

    Amei ler a sua opinião, a forma como você levantou os pontos e falou sobre a história, me encantou!

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  24. Adorei sua resenha! Essa é um livro que eu estou louca para ler e a cada crítica que eu leio minha vontade só aumenta. A mensagem do livro é muito bacana e importante nos dias de hoje, acho que todos deveriam ler.
    beijos

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  25. Olá.

    Nossa, que resenha intensa e cheia de amor/sinceridade. Estou cada dia com mais vontade de ler este livro. Apesar de se tratar de um livro juvenil, muitos assuntos precisam ser discutidos no dia de hoje e até mesmo todos aprenderem com diversas coisas. Acho que é aquele livro necessário para a vida! Amei muito sua resenha.

    Beijos,
    Blog PS Amo Leitura

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  26. Oiee,
    Esse livro está na minha lista de leitura desde o lançamento, mas conforme o tempo vai passando vamos passando coisas na frente e acabamos deixando leituras incríveis de lado, sua resenha despertou meu interesse novamente. E de quebra me fez lembra de uma cena de Gray's Anatomy onde a Miranda diz justamente as mesmas coisas para seu filho, e é muito triste perceber que em pleno século XXi, nossas crianças ainda precisam aprender esse tipo de coisa pela sua segurança.

    Beijokas

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  27. Este foi um dos melhores livros que li ano passado. Amei demais a narrativa, a história que a Angie criou e estou ansiosa agora para poder ver o filme. É um livro maravilhoso, que eu sempre recomendo para todos.

    Beijos.

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  28. Estou mega ansiosa parar ler esse livro, já consegui meu exemplar mais ainda não deu para encaixá-lo nas leituras desse mês, mas de fevereiro não passa, depois vou assistir ao filme que até lá já deve ter saído em dvd, uma vez que o filme não foi exibido em minha cidade, assim como em tantas outras. Enfim, a mensagem dessa história é algo que embora nunca tenha "sentido na pele", temo todos os dias, sou negra e aprendi cedo que o preconceito mata, que o preconceituoso não tem cara, cor ou profissão específica, então pode facilmente ser aquele que deveria nos proteger. Sou muito cautelosa com relação a várias coisas, inclusive ao que eu falo, muitas vezes por medo mesmo. Então assim como o preceito mata, o medo cala... E é por essas e por outras que eu quero tanto conhecer a história de Star.

    Abraços!

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  29. Oi, tudo bem?
    Eu tenho esse livro em casa e quero muito ler, mas ainda não consegui :/ Eu gosto muito de histórias que abordem assuntos importantes como o racismo e acredito que é um livro muito necessário nos tempos de hoje, por isso fiquei muito feliz com notícia da adaptação, porque filmes geralmente chegam mais fácil para um número maior de pessoas mesmo. Enfim, gostei bastante de conferir sua opinião sobre a obra, espero ler em breve.

    Beijos :*

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  30. Aline do céu, como eu ainda não tinha lido nada desta obra? Vou correndo na livraria adquirir, realmente é um livro essencial para a leitura. Ainda mais interessante que houve uma adaptação para as telinhas que é necessário assistir. Os pensamentos do autor são altamente relevantes, e anotei essa dica.

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