17 setembro 2018

Resenha: Quem Tem Medo do Feminismo Negro? - Djamila Ribeiro

em 17 setembro 2018

29 comentários


Quem tem medo do feminismo negro? reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista CartaCapital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante.
Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.

Ficha Técnica Da Obra

Páginas: 152 | Ano: 2018 | Idioma: Português | Editora: Companhia das Letras | ISBN: 9788535931136 | Gênero: Ensaios; Não-Ficção; Feminismo; Feminismo Negro | Skoob

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"Pessoas que lutam contra desigualdades não se fazem de vítimas: são vítimas de um sistema perverso e, ao mesmo tempo, sujeitos de ação, porque o denunciam e lutam para mudá-lo."

Ler "Quem Tem Medo Do Feminismo Negro?" foi com certeza uma das melhores coisas que aconteceu esse ano pra mim, afinal mesmo sendo feminista eu não tenho uma grande bagagem com livros que tratam do tema, e nas palavras de Djamila eu pude além de compreender mais coisas sobre o feminismo, pude aprender sobre a importância do feminismo negro, do sofrimento da mulher negra e é claro de todas as facetas do racismo.

O livro é um compilado de textos da autora para o blog CartaCapital, onde ela começou a escrever em 2014, e a cada texto/capitulo levamos um tapa na cara, pois com pouquíssimas palavras Djamila consegue ensinar, explicar e também nos fazer pensar em com nós (brancos) reforçamos o sistema e como podemos agir para mudar isso.

Não estou aqui para falar sobre racismo, afinal esse não é meu lugar de fala, mas acredito que o livro da autora seja essencial para nós branco para podermos entender coisas tão importantes, como o fato de não existir racismo reverso (sinceramente da até vergonha em ter que explicar isso pra alguém, pôr que é algo tão óbvio né?), a diferença do movimento feminismo negro para o feminismo branco e também sobre várias coisas que acontecem no nosso dia a dia que precisam parar de acontecer, como o tal do 'humor negro'.

Eu li esse livro praticamente marcando trechos em toda pagina, pois são frases tão importantes, essenciais que a vontade é ler batendo palmas pra autora, e no final eu abandonei o post-it e apelei pro marcador de texto, pois esse é um livro que nunca vai sair da minha estante, e que vale a pena uma marcação mais intensa para estudo, para pegarmos dicas de autoras negras e feministas que ela cita e matérias para pesquisar e saber mais sobre as coisas que a autora cita nos textos.

Esse deveria ser um livro de leitura obrigatória, principalmente em escolas para os jovens, pois é nessa época que se forma o caráter, e onde as mulheres e homens negros mais sofrem discriminações. Recomendo esse livro a todos, esse livro é simplesmente incrível e quando você le-lo com certeza irá colocá-lo como favoritos do ano.

E agora vou deixar pra vocês vários trechos do livro, acho que só assim conseguirei expressar o quanto esse livro é incrível.


“O racismo é uma problemática branca”, diz Grada Kilomba.  (...) Muitas vezes nos dizem que fomos discriminados, insultados, violentados porque somos diferentes. Esse é um mito que precisa acabar. Não sou discriminada porque sou diferente, eu me torno diferente através da discriminação. É no momento da discriminação que sou apontada como tal. Precisamos descontrair o racismo e descolonizar o conhecimento.

O mito da mulher moderna.
(...) A mentalidade de fato não mudou – os mecanismos de opressão somente se atualizaram.
(...) Se hoje há um interesse maior por essas pautas, é porque os movimentos ao longo da história têm conseguido tirar das sombras questões extremamente importantes. Trazer à tona algumas problemáticas é o primeiro passo para a dignidade de certos grupos.

Quem se responsabiliza pelo abandono da mãe?  Num país machista que impõe a maternidade como destino às mulheres, é necessário pensar para além do senso comum. O abordo é criminalizado, o Estado não permite que mulheres tenham autonomia sobre seus corpos. Porém, segundo diversas pesquisas, é sabido que muitas mulheres abortam.
A criminalização determina quais delas vão morrer. Quais delas terão que passar pelo desespero de abandonar seus filhos por medo de perder o emprego. Mulheres de classe privilegiada pagam por procedimentos seguros, enquanto as pobres, em sua maioria negras, ou ficam com danos graves à saúde e morrem ou são vítimas do desespero. (...)
Desde muito cedo somos ensinadas que devemos ser mães. Divulgam uma ideia romântica de maternidade e a enfiam goela abaixo, naturalizando esse lugar. Mais além, cria-se a culpa. Não é incomum ouvir “Que mãe é essa que permite isso?” ou “Mãe que é mãe aguenta tudo”.
Mas mãe é um ser humano, e não alguém com superpoderes. Por trás de uma mãe que aguenta tudo há uma mulher que desistiu de muita coisa e um pai ausente desculpado pelo patriarcado.
Quem se responsabiliza pelo desespero dessas mulheres? Sim, ela abandonou a filha, mas já havia sido abandonada muito antes pelo pai da criança, pelo Estado e por uma sociedade cruel e hipócrita.

Homens brancos podem protagonizar a luta feminista e antirracista?  Não perceber a importância da representatividade num país como o nosso, que teve quase quatro séculos de escravidão e mantém a população negra na subalternidade, me dá a impressão de que muitas pessoas precisam urgentemente rever seus conceitos. Ou seu racismo mesmo.
É preciso que pessoas parem com a síndrome do privilegiado, que julga que pode falar sobre qualquer coisa. Poder até pode. Mas, em determinadas circunstâncias, a pergunta a se fazer é: “devo?”.

A máscara do silêncio.
A vontade de ser aceita nesse mundo de padrões eurocêntricos é tanta que você literalmente se machuca para não ser a neguinha do cabelo duro que ninguém quer.
Pensar novas epistemologias, discutir lugares sociais e romper com uma visão única não é imposição – é buscar por coexistência. Ao quebrar a máscara, estamos atrás de novas formas de sociabilidade que não sejam pautadas pela opressão de um grupo sobre outro.

O Verdadeiro humor dá um soco no fígado de quem oprime.  Alguns humoristas, quando criticados, dizem estar sendo censurados. É precismo explicar para eles o que é censura. Primeiro, dizem e fazem coisas preconceituosas. Quem se sentiu ofendido, reclama. Onde está a censura nisso? Incomodam-se pelo fato de, cada vez mais, as pessoas denunciarem e gritarem ao ver suas identidades e subjetividades aviltadas; é como se dissessem "nem se pode mais ser racista e machista em paz".
(...) Porque se tem compreensão com quem está oprimindo e não com quem está sendo oprimido? A menina negra é que precisa entender que isso é "brincadeira" ou quem faz a "brincadeira" que deve perceber que aquilo é racismo? Até quando utilizarão o humor como desculpa para comentários racistas? Quem olhará pela menina negra que odiará seu cabelo por causa das piadas? Quem lucrará a gente já sabe. 

Quando opiniões também matam.   Porem, mas preocupante do que todo "achismo" é a perpetuação das violências que ela acarreta. Não há problema algum em achar que espaguete é mais gostoso que nhoque, gostar mais de um sorvete de morango do que de chocolate, ou haver estilos e personalidades diferentes. Pessoas são diversas, e isso é muito bom. Agora, quando o tema é justiça social, direitos de sujeitos, achar alguma coisa sem base alguma é, no mínimo, leviano. São de vidas de pessoas que estamos falando, e não de preferencias gastronômicas.
Continuar no achismo apesar da desigualdade latente sendo mostrada é concordar com essa desigualdade. Negar a existência de fatos sociais e ridicularizar lutas históricas por equidade não é dar opinião, é compactuar com a violência. Fora isso, ainda há os que confundem liberdade de expressão com discurso de ódio. Um indivíduo dizer "Sou da opinião de que negros e gays são inferiores" não é ponto de vista diferente. 

Seja racista e ganhe fama e empatia.  Ideias racistas devem ser combatidas, e não relativizadas e entendidas como mera opinião, ideologia, imaginário, arte, ponto de vista diferente, divergência teórica.  Ideias racistas devem ser reprimidas, e não elogiadas e justificadas. Não adianta dizer que HOJE tudo é racismo, mostrando uma explícita ignorância histórica. Este país foi fundado no racismo, não tem nada de novo nisso. (...)
Algumas pessoas pensam que ser racista é somente matar, destratar com gravidade uma pessoa negra. Racismo é um sistema de opressão que visa negar direitos a um grupo, que cria uma ideologia de opressão a ele. Portanto fingir-se de bom moço e não ouvir o que as mulheres negras estão dizendo para corroborar com o lugar que o racismo e o machismo criaram para a mulher negra é ser racista. 

Falar em racismo reverso é como acreditar em unicórnios.  Não se pode confundir racismo com má educação. É errado xingar alguém, mas para haver racismo deve haver relação de poder, e a população negra não está no poder. Acreditar no racismo reverso é mais um mode de mascarar o racismo perverso com que vivemos. É a mesma coisa que acreditar em unicórnios, com o diferencial de que se está usando o mal e perpetuando a desigualdade. 


29 comentários:

  1. Não li o livro, mas já tinha visto algo nas redes sobre ele.
    Os trechos destacou do livro falam por si só é com certeza demonstra ser uma leitura indispensável para mim. Concordo com você que deveria ser um livro de leitura obrigatória. Tenho filhos em idade escolar e enquanto são obrigados a ler muitos livros bobos, deveriam adotar livros como esse.
    Sem dúvidas.

    Beijos.

    www.alempaginas.com

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  2. Olá! :D
    Estou apaixonada por esse livro! Sendo uma mulher negra, penso que esse livro é indispensável para mim. Gostei muito dos trechos destacados por você e do seu ponto de vista tão coerente e empático com as citações da autora. Também gostei das menções que você fez ao lugar de fala dos homens brancos na luta feminista e antirracista, pois muito deles pensam que isso é uma forma de excluí-los da participação e não entendem que isso na verdade significa que eles podem participar do processo, mas não como líderes da proposta pois não têm a mesma vivência que as pessoas que sofreram com isso. Enfim, amei muito o livro e a sua resenha! Beijos!

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  3. Com certeza é um livro maravilhoso e que nos agrega muitos conhecimentos além de fortes aprendizados. Aprender mais sobre o assunto, compreender como o racismo provoca tantas vítimas das mais diferentes formas e ter a mente esclarecida sobre a luta feminista que para mulheres negras é ainda mais violenta, enriquece-nos quanto seres humanos, passamos a olhar o mundo de forma diferente e integramos a luta daqueles que são oprimidos, afinal não precisamos ser vítimas do preconceito para nos incomodarmos, aqueles que possuem a essência humana em seus corações compartilham dessas aflições.
    Ótima sugestão de leitura!
    Abraços! 😊

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  4. Olá!
    Não li muitos livros com esse tema, tampouco me considero feminista, apesar de apoiar muitos ideais do movimento.
    Pela sua resenha, pude perceber que esse livro é essencial para todas as pessoas. As facetas do racismo são tantas e se nós, mulheres brancas, já sofremos pra caramba, não consigo imaginar como é ser uma mulher negra nesse mundo racista e machista.
    Gostei muito dos trechos que você citou e vou anotar a dica, sem dúvidas.
    Beijos

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  5. Olá!
    Não tinha lido nenhuma resenha sobre esse livro e pelas citações já pensei logo: Tai um livro que preciso ler!
    Acredito que deve desconstruir vários conceitos adquiridos durante nossa educação , já tem um tempo que ando me policiando com certas atitudes por mim tomadas como rir de uma piada que fomenta a discriminação racial, misóginas, homofóbicas e etc. E tenho procurado ler mais sobre os movimentos que graças a Deus rstão em MOVIMENTO rs
    Portanto salvando para futura leitura.
    Bjs

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  6. li esse livro recentemente, e concordo com você que deveria ser uma leitura obrigatório. assim como você não li muitos livros do assunto, mas já estou bem mais interessada em adquirir livros do tipo (principalmente das autoras que ela cita no livro).
    sua resenha ficou ótima!

    Virando Amor

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Olá,

      Ainda não me envolvi com o movimento feminista, já li algumas coisas a respeito,porém nada havia me chamado a atenção. Fui criada num local muito machista e depois da sua resenha me surgiu aquela faísca para me envolver mais com o movimento.

      Paradise Books - Sorteio Setembro Amarelo

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  8. Olá
    Me parece ser um livro extraordinário, como você mesmo disse, essencial para a nossa formação de bagagem feminista e também para esclarecer e deixar u melhor entendimento sobre o assunto. Não conhecia a obra, mas quero muito conferir e tirar minhas próprias conclusões.
    Beijos

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  9. Olá,

    Não tinha conhecimento da obra e ao acabar de ler seu post fiquei com uma certeza: preciso conhecer esta obra. Sem sombra de dúvidas é um livro que todos precisamos ler, principalmente por trazer à tona temáticas tão importantes e que ainda não pouco discutidas. Confesso que não tenho bagagem no feminismo e estou querendo me aprofundar mais no assunto, então vou adicionar esse livro nos meus desejados. Os trechos que colocou são bem fortes. Parabéns e obrigada por me apresentar este livro!

    Beijos!

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  10. Olá, obrigada por colocar esses trechos da obra na sua resenha, foi ótimo poder ler um pouco do que a autora escreveu. É uma leitura que tenho muita vontade de fazer, e também adoraria que fosse obrigatória nas escolas, quem sabe assim tivéssemos pessoas mais conscientes.

    http://petalasdeliberdade.blogspot.com

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  11. Olá amore,

    Meninaaa tanto livro tá aparecendo sobre essa temática ultimamente né!
    Esse ainda não conhecia pra ser sincera.
    Parece de fato um livro de leitura obrigatória, por isso mesmo anotei a dica por aqui!
    Simplesmente encantada com os quotes!

    Beijokas!
    www.facesdeumacapa.com.br

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  12. Olá, tudo bem?

    Eu (Yvens) não conhecia esse livro, gostei da sua resenha e quotes, parece ser uma leitura realmente interessante para quem curte ou tem interesse no tema, eu como não tenho interesse vou passar para a sua frente essa dica. Fico contente que tenha gostado da leitura.
    Abraço!

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  13. Só o titulo já é um tapa na cara né, precisamos admitir.
    Eu amo livros com essa tematica social, eles no fazem refletir demais acerca de nossas ações cotidianas e isso agrega muito, o mundo precisa de mais pessoas que leiam e mais ainda de gente pra escrever esses livros.

    Amei a resenha, ficou linda!

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  14. Não conhecia esse livro, mas gosto desse tipo de obra porque elas colaboram para que as pessoas acordem e façam refletirem sobre seus atos. Resenha fabulosa.

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  15. Olá,
    Não conhecia a autora e nem o livro. Gostei muito da sua resenha e dos pontos que colocou. Dica anotada.

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  16. Que delicinha saber que foi uma leitura tão importante pra você! Eu gostaria que todo mundo entendesse esse recorte sobre o feminismo negro e como temos nossas pautas, mas nem todo mundo é tão aberto assim para reconhecer seus privilégios, é uma situação complicada demais. Espero fazer essa leitura o quanto antes!

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  17. Oi Aline.

    Realmente este livro é muito importante para ler. Eu já estava bem curiosa e sua opinião aumentou meu interesse em aprender sobre a importância do feminismo negro. Obrigada pela dica e parabéns pela resenha.

    Bjos
    https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/

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  18. Oiii, eu tenho adorado o fato das editoras estarem abrindo espaço para livros que abordam a temática do feminismo, mas acho que falar do feminismo negro é mais importante ainda.. Como vc disse, é super importante para nos agregar mais conhecimento e esclarecer coisas que deixamos passar batido no dia a dia... Com certeza uma leitura obrigatória, tanto que ele já estava na minha listinha de livros para ler!

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  19. Oie, tudo bem?
    Eu não conhecia o livro, mas só pelo título já tive que colocar na minha lista. Há poucos anos que comecei a estudar mais sobre racismo e ouvir outras vozes sobre o tema. Como mulher branca, sempre escutei o que os brancos falavam sobre os negros e isso é tão errado, ainda bem que tive a chance de aprender.
    Acredito que a leitura seja obrigatória mesmo, acho que a voz branca sempre cala a negra e nem sempre temos contato com livros que tratam de outras lutas ou outras visões. Livros assim são ótimos e necessários para abrir nossos olhos.
    Espero ter a chance de lê-lo logo.
    Beijinhos.

    http://ultimasfolhasdooutono.blogspot.com

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  20. Olá,
    Não conhecia o livro, mais se alguém me dissesse que se tratava de uma autobiografia eu não iria ter o menor interesse em ler, mais ainda bem que eu li essa resenha pois me deixou muito curiosa para ler e para apreender um pouco mais sobre o feminismo negro dica anotada

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  21. Oi,
    Não conhecia o livro, bacana como apesar dos retrocessos o Brasil tem avançado na comunicação e na liberdade da mesma, trazendo diversos assuntos que seriam tabus em outras épocas. Gostei da dica e vou anotar.

    Beijokas

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  22. Conheço o livro e, desde que uma amiga me indicou, fiquei bem interessada em fazer a leitura. Ele aborda temas bem atuais e importantes, ainda mais nesse período que vivemos. Falar sobre feminismo, preconceito é sempre muito importante e, para mim, quanto maior o debate e a conscientização para determinadas atitudes, melhor.
    Adorei a resenha!
    Beijos

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  23. Não conhecia o livro e concordo com você que deveria ser um livro em que era pra ser obrigatório a todas as pessoas. Acho muito triste ver as pessoas hojem em dia dizer que o racismo é muito mimimi. Infelizmente as pessoas tem que sofrer na pele para entender a gravidade da situação.

    Curti muito os quotes que você separou, só mostra que é um livro forte e que vai fazer a pessoa rever o seu conceito sobre tudo na sua vida!

    beijos

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  24. Olá!
    Confesso que sou bem por fora desses Ismos, não por virar a cara, só não é mesmo uma preferência em minhas leituras. Mas acho válido esses livros e por ser esclarecedor para algumas pessoas que não entendem que todos somos iguais mesmo que isso na prática não funcione. Fico chocada com a diferença entre as pessoas, cor jamais deveria ditar a importância de alguém e seus quotes mostra que essa leitura é um verdadeiro choque de realidade.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  25. Olá, tudo bem?
    Preciso desse livro! Cada vez leio mais sobre o feminismo e me interesso pelo assunto. Com o tempo tenho vindo a desconstruir-me como pessoa e sinto-me bem com isso. Obrigada por ter partilhado esses excertos connosco.
    Beijinhos
    www.fofocas-literarias.blogspot.pt

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  26. Oi Sabrina,
    Não conhecia o livro e nem a autora. Qualquer texto que diminua o preconceito, seja ele racial, sexual ou religioso merece o meu respeito. Entretanto, não curto livros não-ficção. Entendo a importância de livros como esse e concordo que deveria ser indicado para as escolas.
    O livro mais recente que li sobre o tema foi O Ódio que Você Semeia que é excelente.
    Beijos,
    André | Garotos Perdidos

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  27. Olá,

    Só pelos quotes é nítido o quanto a obra é excelente, sua opinião me deixou curiosa, mas ler esses quotes me deixou extasiada, pois é importante falar e debater sobre temáticas polêmicas, é acredito que o livro faz isso com maestria, com certeza desejo ler.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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  28. Ola!!

    Nossa, nao conhecia esse livro, mas achei o assunto abordado muito intenso e atual! Confesso que não sei se é o tipo de livro que eu leria no momento, mas gostei muito do que você nos mostrou, principalmente dos quotes!

    beijos

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