04 setembro 2018

Resenha: O Homem de Giz – C. J. Tudor

em 04 setembro 2018

15 comentários

Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto, mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes. Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.
Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.


                                                         Ficha Técnica Da Obra
Páginas: 272 | Ano: 2018 | Idioma: Português | Editora: Intrínseca | ISBN: 9788551002933 | Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério | Livro de acervo pessoal | Skoob

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Os olhos amendoados estavam fixos na copa de figueiras, faias e carvalhos, mas não enxergavam os raios de luz que tentavam atravessar os galhos, salpicando o chão do bosque de dourado.

Assassinato, caos e figuras de giz numa pacata aldeia inglesa. Em 1986, Eddie Adams, de 12 anos, gosta de passar o tempo com seu grupo de amigos: Fat Gordo, Mickey Metal, Hoppo e a garota solitária do grupo, Nicky. A história segue esse grupo de amigos, que são assombrados por um espectro terrivelmente assustador, conjurado durante um verão fatídico. Quando o novo ano começar, as amizades serão quebradas e uma garota estará morta. Mas quem é o assassino? É o Homem de Giz, cujo laço branco empoeirado aperta cada vez mais forte, ou alguém muito mais próximo do que supõem? Trinta anos depois, Ed tenta esquecer aquele verão, e todas as memórias sinistras e envenenadas. No entanto, alguém parece determinado a não deixá-lo em paz quando as cartas começam a chegar, o passado o segue, atormentando-o e remexendo no pesadelo febril dos sonhos do verão de 1986, povoado de feiras, passeios no bosque e morte. Conduzido mais profundamente nos misteriosos eventos que cercam a sonolenta vida suburbana de Ed, o leitor não pode deixar de pensar; quem é o homem de giz, ele nunca vai deixar Ed ir?

A morte acontecia com outras pessoas, não com crianças como nós. Não com pessoas que conhecemos. A morte era abstrata e distante. Seu maior truque é nos fazer pensar que ela não está ali e a morte tem muitos truques sobre sua manga fria e escura.

Eu não devorei O homem de Giz, ele me devorou. Tornou-se difícil parar, até o final. Só posso dizer que comecei com todas as intenções de passar uma hora de leitura e acabei meio que desesperada para chegar à conclusão. Eu não quero revelar muito, e na verdade, este livro merece ser descoberto e apreciado em primeira mão. Aqui, eu deixo um aviso, para leitores de Stephen King, leitores de suspenses e tramas policiais, você vai encontrar muitas semelhanças com alguma história que já leu ou viu. A autora faz várias referências claras. Preciso dizer que muitas vezes eu fiquei chateada, porque tinha aquela sensação de deja vu constante, de que sabia onde ia terminar, mas, para um livro de estreia, a autora soube conduzir muito bem a trama. O livro evoca uma sensação palpável de nostalgia e saudade, enquanto isso, insinuando o mundo adulto que está fora do alcance de Ed, Fat Gordo, Mickey Metal, Hoppo e Nicky. Explorando o amor e a perda, bem como o envelhecimento, oportunidades perdidas e o mal, este livro é um romance abrangente, porém, não posso dizer que foi tão maravilhoso como achei que seria. A escrita da autora é limpa e fluida, então por isso, você consegue se manter focado na leitura, embora eu tenha achado que ela enrolou demais, poderia ter enxugado muita coisa, que ao meu ver, foi para ocupar espaço. No meio da leitura, eu parei, porque tinha a sensação de que estava lendo uma fan fic mais elaborada.

Não, nenhum de nós está realmente preparado para a morte, para algo tão definitivo. Como seres humanos, estamos acostumados a controlar nossas vidas, a estendê-las até certo ponto. Mas a morte não aceita argumentos, nenhum apelo final, nenhum recurso. Morte é morte e ela detém todas as cartas. Mesmo que a enganemos uma vez, ela não vai nos deixar blefar na segunda.
C. J. Tudor consegue conjurar momentos de horror na mesma respiração do humor e da ternura. Intercalado entre o final dos anos 80 e o presente, o livro se mantém firme no leitor e o arrasta para cada vez mais perto de uma conclusão satisfatória, ainda que fraca e já previsível. Não há pontas soltas. O mistério do coração do homem de giz é finalmente revelado                                                                                  
Esse é o ponto Eddie, você precisa entender que ser uma pessoa boa não é cantar hinos, orar para algum Deus. Não se trata de ostentar uma cruz ou ir à igreja todo domingo. Ser uma boa pessoa tem a ver com a maneira como você trata os outros. As pessoas boas não precisam de religião porque sabem, em seu íntimo, que estão fazendo a coisa certa.

E, um parágrafo a parte sobre essa edição da Intrínseca! É maravilhosa! Capa dura, corte na cor preta, em cada mudança de capítulo, a página é preta. A folha de rosto é ilustrada com muitos desenhos de homenzinhos de giz, e eu não encontrei nenhum erro de revisão. É um livro que dá gosto ter na estante.

Nunca suponha. Questione tudo. Sempre enxergue além do óbvio.




15 comentários:

  1. Tudo bem? Já li esse livro. Amei a edição e curti bem a história..
    Uma das frases que me chamou atenção: "A cabeça da garota estava apoiada em uma pequena pilha de folhas de tom marrom-alaranjado."

    O homem de Giz é uma história ao mesmo tempo simples e misteriosa que me prendeu do começo ao fim. Fi lido em uma única sentada e fiquei completamente vidrada nas páginas.
    Super recomendo até para aqueles que não são super fãs do gênero. Tenho certeza que irão se surpreender.

    Beijos.

    www.alempaginas.com

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  2. Realmente essa edição merece um parágrafo só para ela, é linda demais! Eu não sou muito fã desse tipo de leitura, mas vi tantos comentários a respeito, que fiquei interessada. Nao vejo problema algum que se pareça com outras narrativas, desde que quem escreve saiba conduzir a história ao seu modo, não é verdade?

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  3. Aí menina, eu comecei a ler esse livro pra uma leitura coletiva, mas aí fiquei tão doente que a leitura desandou e eu acabei desistindo de ler, mas eu tava gostando! Adorei sua resenha, me deu vontade de retomar a leitura! Vou tentar ler esse mês e passo aqui pra gente conversar!

    Você gosta de ler com música? Tem cada playlist legal com tema desse livro!!

    Beijos e sucesso!

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  4. Realmente, a premissa desse livro me lembrou muito It de Stephen King.
    Ainda não tinha lido nenhuma resenha sobre O Homem de Giz, parece ser um livro legal e menos medonho do que a obra de King, mas confesso que o momento no qual você fala que o livro chegou a parecer uma fanfic me decepcionou um pouco...

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  5. Oi!
    Não existe nem comentários para fazer sobre essa edição. Quem não gostar, não é normal, rsrs.
    Sobre a história, ao mesmo tempo que tenho muito interesse em conhece-la, dá para perceber que lembra muitas outras histórias, sejam livro, filmes ou séries. Realmente parece que a autora foi pegando um pouco de cada história e depois criou a sua. Mesmo assim, ainda quero ler. Torcer para eu gostar da leitura.
    Bjss

    https://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/

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  6. Ola, tudo bem?
    Já li algumas resenhas e comentarios sobre esse livro e sempre fico curiosa por essa historia. Apesar de ser um pouco parecida com outras a premissa dela me pareceu bem singular e descobrir o mistério do coração do homem de gizse tornou minha meta.
    Beijos

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  7. Aline meu amor ♥♥♥

    Tudo bem? Eu confesso que tenho um pouco de gastura desse livro por conta da lombada acredita? Meu TOC apita mil vezes toda vez que vejo!

    É muito bom quando o livro nos "pega de jeito" né? Mas por outro lado, o fato de ele lembrar outras histórias é bem desanimador, quando pego um thriller pra ler quero sempre uma trama cheia de coisas novas e não um lugar comum, sabe? Acho que no seu lugar ia sentir a mesma frustração por saber onde aquela situação ia dar. Uma pena mesmo, mas ainda assim, vou levar em conta que você realmente não conseguiu parar de devorar esta história e arriscar! Obrigada pela dica Aline e que resenha incrível ♥

    Beijinhos - Jessie
    www.paraisoliterario.com

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  8. Muitos são os elogios a esse livro, mas ainda não tive oportunidade de ler. Mas lendo suas impressões fiquei bem curiosa. Apesar de não ser muito o estilo de livros que leio, costumo sair um pouco da zona de conforto e vou anotar sua dica. Parabéns pela leitura, pelo ótimo texto e pelas fotos.

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  9. Esse livro está nos meus desejados desde que lançou. A história me fisgou e estou curiosa para conferir. Nem me importo que seja parecido com outras histórias como você disse, se o desenvolvimento realmente for bom já é um ponto positivo.
    beijos

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  10. Oiii, desde que esse livro foi lançado que fiquei com vontade de ler ele... Lendo sua resenha tive a certeza que devo mesmo realizar a leitura, além de amar o gênero, ele traz elementos que me chamam muito a atenção!!!

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  11. Olá!

    Apesar de você não ter gostado tanto assim do livro, de ter achado que o desfecho foi previsível, eu estou cada vez mais interessada na história.kkkkkkkk Suspenses me chamam não adianta eu fugir! E recentemente esbarrei nesse livro na Saraiva. Infelizmente não tinha como comprá-lo naquele dia, mas fico aguardando uma boa promoção para adquiri-lo.

    Confesso que geralmente evito os thrillers em que certos acontecimentos envolvem crianças. Não gosto de histórias assim porque me deixam mais angustiada. Mas vou fazer duas exceções: para Quarto e O Homem de Giz. Acho que não irei me decepcionar.

    Fico curiosa em saber como as coias ocorreram no passado em que houve aquela morte e qual é a ligação com o presente, porque é que isso está retornando após tantos anos. Já vi filmes que abordam assuntos parecidos, mas nada disso diminui meu interesse pela trama.

    Bjs!

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  12. Oi Aline tudo bem? Menina estava lendo sua resenha e parecendo que estava lendo o livro do Steven King " It a coisa" muito parecido mesmo, bem que você comentou depois kkk, bom já fiquei super curiosa em ler esse livro, eu adoro suspense com terror então vou adorar, você achou que a autora enrolou um pouco então leia 'It", que tem mais de 1000 páginas, esse ainda tem 272, é uma média boa kkk, enfim... parabéns pela sua resenha, me empolgou, obrigado pela dica, bjs!

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  13. Olá.

    Adorei muito sua resenha. O fato da autora citar outros autores é uma coisa bacana, porém talvez ela não tenha feito da forma correta já que você teve essa sensação de dejavu. Uma pena que o livro não tenha sido ainda mais proveitoso por conta de alguns detalhes. Porém, como estou aos poucos lendo coisas do gênero, sem duvidas leria esse livro. Ainda mais pelo começo da sua resenha que ele “te devorou”.

    Beijos,
    www.psamoleitura.com

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  14. Olá!
    Esse livro segue na minha lista de leituras, principalmente por trazer algumas referências bem notáveis quanto a SK, só espero que a trama de certa forma me surpreenda e que os personagens se destaquem, porque para quem leu It a Coisa, certamente vai esperar um algo mais, mas como suspense sempre me atrai e essa capa também está caprichada pretendo ler ainda esse ano.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  15. Oi, tudo bem?
    Eu já tive a oportunidade de ver esse livro na livraria e a edição da Intrínseca está realmente incrível. No entanto, confesso que não fiquei interessada em ler. Apesar de ter um enredo que parece ser bem interessante e personagens muito bem construídos, esse é um gênero que eu tenho muita dificuldade em ler por ser muito medrosa.
    Para quem gosta do gênero, parece ser uma boa opção, apesar de ter alguns problemas. Em especial, acredito que seja ruim o fato do desfecho ser previsível e da autora enrolar um pouco. Ainda assim, acredito que o fato da escrita ser fluida deva ajudar a manter o leitor envolvido.
    Eu adorei sua resenha e fico feliz que tenha gostado da leitura, mesmo com algumas ressalvas, mas vou passar a dica desta vez.
    Beijos!

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