31 agosto 2018

Resenha: Juntos para sempre – W. Bruce Cameron

em 31 agosto 2018

19 comentários

A continuação de Quatro vidas de um cachorro, o best-seller do The New York Times que emocionou milhões! Buddy, agora um cão velho que sentiu que cumpriu o seu objetivo de vida (ou vidas) vive feliz com Hannah. Porém, quando Gloria, uma aspirante a cantora, chega com Clarity, uma neta que Hannah não sabia que existia, Buddy se responsabiliza pelo bem-estar da menina, em especial ao ver o quanto Gloria não se importa com a própria filha. Assim, uma nova jornada começa, e o animal tem um novo objetivo: proteger e amar Clarity da forma incondicional que só um cachorro pode fazer.


Ficha Técnica Da Obra

Páginas: 320 | Ano: 2018 | Idioma: Português | Editora: HarperCollins Brasil | ISBN: 9788595083264 | Gênero: Literatura estrangeira / Romance | Recebido em Parceria com Editora | Skoob


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‘Estava tudo claro para mim agora: meu propósito era, como eu tinha imaginado, continuar tomando conta de Clarity. Era para isso que tinha renascido filhote mais uma vez. Ainda tinha trabalho a fazer.’

Minha avó possuía um cachorro. Não tinha raça definida, era um adorável e gigante vira-lata, cheio de energia. Foram vários cachorros que passaram por minha vida, mas me lembro especialmente desse, porque ele me defendia de tudo, minha avó fingia me bater, e ele quase jogava o cercado onde ficava no chão, maluco com quem levantasse as mãos para mim. Então ele adoeceu, ficou muito doente mesmo, sem conseguir levantar ou abrir os olhos, e eu choro até hoje de lembrar como ele era bom e lindo, e como sofreu para morrer.

E se os amados animais de estimação não morressem? Em vez disso, e se eles renascessem como outro cão, e se o destino encontrar uma maneira de trazê-los de volta para nossas vidas? Juntos para sempre, de W. Bruce Cameron é a sequência de seu best-seller Quatro vidas de um cachorro. Buddy, (Amigão) que viveu várias vidas procurando o seu propósito, começa o livro acreditando que ele o encontrou e cumpriu, tendo tomado conta de seu dono Ethan. Então Buddy morre, supondo ser a última vez. No entanto, acontece que a neta de Ethan, Clarity, precisa de um cachorro, e Buddy se vê renascido e adotado por ela, iniciando todo um novo ciclo de nascimento e renascimento ao longo da vida da menina.

Para ser sincera, uma parte de mim se sente desconfortável com essa ideia. Certamente um cachorro existe por muito mais motivos do que as necessidades de seu humano. Por que o valor de um cão na vida seria determinado pela forma como ele se mostrou necessário para alguém? Mais importante, por que a entrada de um cão no paraíso canino dependeria da nossa expectativa de vida humana? Em um ponto, eu me senti muito mal por Buddy, que, em todas as suas várias reencarnações, continuava pensando em encontrar a Clarity, porque ela precisava dele. Eu só queria que o cão descansasse.


‘Eu amava a Clarity, eu a amava tão completa e totalmente quanto um cachorro é capaz. Ethan tinha sido meu menino, mas Clarity era minha menina.’

Dito isto, há algo reconfortante na ideia de que os entes queridos - humanos, animais - nunca nos deixam realmente, que eles estarão por perto de alguma forma enquanto precisarmos deles. Deixando de lado meu desejo de dar a Buddy uma vida além do apoio que ele pode dar a Ethan e a Clarity, Juntos para sempre é realmente um livro muito tocante. Revela quão dedicados são nossos animais de estimação para nós e, tão importante quanto, somos dedicados a eles. Cuidamos de nossos animais de estimação ou eles cuidam de nós? O livro sugere que os dois, seres humanos e cachorros, como melhores amigos, são muito ligados um ao outro.

Se alguém já precisou de amor incondicional de um cachorro, é a Clarity. Crescendo com baixa autoestima e uma mãe hipercrítica, a menina não se sente amada. Mesmo quando seu melhor amigo, Trent, que obviamente está apaixonado por ela, a convida para sair, ela sugere que ele encontre alguém mais bonito. A melhor coisa sobre Clarity é que ela não é um saco triste cheio de auto piedade. Ela se sente deprimida consigo mesma, mas também é engraçada e encantadora, e você pode ver porque Trent acaba apaixonado por ela.

Você também pode ver o quanto ela precisa do amor incondicional que Buddy oferece. Ser completamente livre para conversar com Buddy sobre seus problemas e ter que assumir a responsabilidade pelo bem-estar de Buddy ajuda Clarity. Eu particularmente adoro a parte em que ela tem que prestar serviço comunitário e escolhe ajudar a treinar cães farejadores de câncer. Mesmo que Buddy não estivesse sendo treinado, ele aprendeu como fazê-lo, observando os outros cães. Câncer é uma daquelas doenças realmente horríveis que se tornaram tão comuns que você provavelmente não pensa muito a respeito, a menos que aconteça com alguém que você conhece. Tendo perdido vários entes queridos para o câncer, adoro a ideia de que os cães podem ser treinados para detectar o câncer precocemente e, assim, ajudar a levar o paciente ao médico antes que seja tarde demais. Espero que o autor tenha baseado essa parte específica na pesquisa.


‘Fiquei maluca, subindo em seu colo, dando beijos e cheirando sua pele. Eu estava saltando e girando de alegria. Clarity! Nunca havia me ocorrido que ela poderia vir me procurar, que ela saberia que eu havia renascido e me encontraria. Mas os seres humanos dirigem carros e decidem quando os cães comem e onde os cães moram, e com certeza isso era outra coisa que eles tinham o poder de fazer: podiam encontrar seus cães quando precisavam deles.'

Cameron faz um excelente trabalho ao apresentar a visão de um cão - coisas que tomamos como certo são coisas que Buddy, como um cão, faz um esforço consciente para aprender sozinho. Uma visita a um estúdio de TV leva a um equívoco heroico e a um dos momentos mais engraçados do livro. Trent é provavelmente meu personagem favorito - um cara tão legal e doce! Como Buddy, eu queria que Clarity percebesse que bom homem ela tem nele, e como leitora, eu tive uma resposta super emocional ao ler uma reviravolta na história de Trent.

Buddy, especialmente, é um herói para se torcer. Inteligente, brincalhão e ferozmente leal, ele é o tipo de cachorro que as crianças provavelmente têm em mente quando pedem um cachorro. Juntos para sempre é uma história divertida e comovente, altamente recomendada para donos de cachorros, amantes de animais e qualquer um que já tenha pensado em comprar um cachorro.
Este livro me emocionou mais do que o primeiro, foi mais tocante e mais real.


‘Minha CJ. Ela me ensinou que era bom amar mais do que apenas meu menino Ethan, abrindo meus olhos ao fato de que eu havia amado outras pessoas em minhas vidas, que amar seres humanos era meu maior propósito.’

HaperCollins Brasil mais uma vez mandou bem nesta edição linda. Como no primeiro volume, temos a carinha de um beagle, num livro grande, confortável e muito bem revisado.




19 comentários:

  1. Oi Sa!

    Tudo bem? Já tive vontade de chorar só com a sinopse que você fez e é exatamente por esse motivo que eu não leio livros onde o personagem principal seja um cachorro (e eu não gosto muito de gatos, então...): não tenho estrutura emocional pra ver um bichinho sofrer, mas foi bom saber que o livro possui momentos divertidos (num dá pra sofrer o tempo todo numa leitura!) além dessa questão do quanto Clarity sofre e o quanto Buddy tenta suprir certas coisas com o amor que só um cão pode sentir.

    Enfim, eu até tenho curiosidade de ler quatro vidas de um cachorro, mas realmente não sei se consigo. Amei a resenha do livro e se eu decidir ler esses livros pode ter certeza de que foi você quem me convenceu!

    Beijinhos - Jessie
    www.paraisoliterario.com

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  2. eu ainda nem li O quatro vidas ainda. xD
    tenho curiosidade pra ler, histórias com animais sempre me deixam baqueada hahaha
    mas concordo com os questionamentos que vc levanta sobre a vida de um cachorro ser pelas necessidades humanas...

    assim que der lerei ambos os livros...
    bjs...

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  3. Ainda nem li o Quatro Vidas kkk
    mas acho que posso me justificar, eu tenho medo de chorar igual criança, o que é muito provavel que aconteça kkkkk

    Sua resenha e os quotes já acabaram comigo, imagina ler o livro, ave maria. Tudo que tem animal mexe demais comigo #Socorro

    Adorei sua resenha! E sua foto também ficou linda!!

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  4. Gente, chocada que tem uma continuação! Eu hein... particularmente não é um livro que me atrai. Na verdade, acho que nenhum livro que envolva animais me atrai. Sim, eu sou louca mesmo.
    Interesse esse lance de reencarnação dos animais (?)... nunca parei pra pensar nisso..
    Beijos
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  5. Olá, tudo bem?

    Descobri a pouco tempo que este livro tinha uma continuação e fiquei realmente bem surpresa, pois não imaginava. Não li o primeiro livro, mas já vi comentários a respeito. Sua opinião em relação ao renascimento do cachorro várias vezes por causa da "insatisfação" do ser humano, me fez refletir, é algo que não tinha visto em outras resenhas. Acho que também iria me incomodar.
    Por ser um livro tão emocionante e do ponto de vista do cão, me deixa bem curiosa. Não lerei agora, mas quem sabe no futuro?!

    Beijos!

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  6. Olá, livros e filmes que retratam histórias de animais sempre acabam comigo kkkkkk, é difícil segurar as lágrimas em histórias assim. Eu tenho um cachorro, e quando transporto a história para a minha realidade, imaginando q fosse o meu ali, nossa...É difícil conter as lágrimas kkkk. Amei a sua resenha e o livro parece ótimo também, como você disse, amantes de animais devem adorar com toda certeza. Bjs!!

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  7. Oi, Sabrina!
    Eu acho que não tem amor mais puro do que o de um animalzinho por seu dono porque ele não pede nada em troca. Confesso que também fiquei bastante incomodada com o fato do Buddy ter que ficar voltando uma e outra vez por causa de seus donos, me parece de um egoísmo extremo [e também, de uma falta de consideração com o bichinho]. Ainda assim, histórias com animais como protagonistas, além de possuirem um esforço criativo muito grande por parte do autor (já que ele precisa criar os pensamentos do animal), são sempre emocionantes né, não tem como não ser.
    Beijos!

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  8. Oi, tudo bom?
    Eu confesso que não curto muito livros sobre cachorros, são mais tristes do que meu coração pode aguentar! Até hoje eu não consegui terminar e ler/ver Marley e eu. Mas o livro parece ser maravilhoso e, pelo que você diz na sua resenha, Buddy parece ser um cão maravilhoso! Adorei sua resenha e eu amei a foto do início da resenha!

    Beijos!
    https://www.manuscritoliterario.com.br

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  9. Oi Aline.

    Eu ainda não tive a oportunidade de ler este livro, mas pela sua resenha, a história parece ser divertida e comovente. Vou adicionar na minha lista de desejados, pois é um tipo de leitura que não tenho hábito de ler e deu muita vontade de mudar isso. Parabéns pela resenha.

    Bjos
    https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/

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  10. Oi, Aline.
    Para quem gosta de cachorros, esse livro deve ser bem bonito e comovente. Bacana saber que esse segundo livro é ainda mais tocante que o primeiro.
    Até cheguei a receber um exemplar dele, mas vou acabar dando de presente para alguma amiga porque não é o meu tipo de leitura!!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  11. Oiiiii,

    Eu acho a capa deste livro muito fofinha e acho a história em si bem chamativa, mas não curto muito livros de cachorro porque eu tendo a sofrer muito r aí acabo uma ressaca imensa!!! Mas gosto muito da ideia de a história se passar pelo ponto de vista do cachorro, deve ser sensacional. Para quem curte realmente é uma ótima dica e já deixei anotado por aqui para quando me pedirem indicações.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com

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  12. Oi Aline!
    Vendo pelo seu ponto de vista realmente é um pouco desconfortável esse lado da história em que os cachorros servem para agradar os humanos.
    Ainda bem que aparentemente o livro consegue contrastar bem com a ideia de que nossos queridos ainda estão por perto e mostrando todo o bem que os animais nos fazem.
    Acho que só não leria o livro no momento pois perdi minha cachorrinha faz pouco tempo e acabaria lembrando de muitos momentos.
    Beijos!
    FLeituras

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  13. Oi Aline! Puxa, eu amo livros que tratam das relações entre humanos e seus animais de estimação (chorei copiosamente várias vezes lendo Marley & Eu, anos atrás). Não cheguei a ler "Quatro vidas de um cachorro", porque atualmente estou investida em outros gêneros, mas tanto ele quanto sua continuação me chamaram a atenção. Apesar de ter certeza que o livro me emocionaria, também acredito que ficaria tão desconfortável quanto você com essa perspectiva dos animais servirem apenas para suprir as necessidades das pessoas, quando na verdade acredito que eles existem por si, assim como nós existimos por nós, cada um buscando ser feliz da sua maneira, mas sabendo que podemos ser ainda mais felizes juntos. Gostei muito da sua resenha. Beijos!

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  14. Olá!
    Eu fico emocionada só de saber o que vai acontecer, então esse tipo de leitura envolvendo animais não faço de forma alguma. Mas a premissa é linda e fico fascinada em como os animais desenvolvem laços afetivos e são tão companheiros e dedicados a nós. E infelizmente tem muita gente que os tem e nem liga para eles, aqui em casa somos tão dedicados a eles que me parte o coração em deixá-los mais de um dia sozinhos.
    Essa leitura certamente me faria refletir muito e me deixaria muito emocionada.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  15. Oi.

    Eu não sabia que o livro tinha uma continuação. Eu ainda não li o outro livro, só assisti o filme, e acabei gostando dele. Eu não leio muito livros de animais, porque alguns são bem tristes e eu acabo ficando bem mal depois. Mas o livro parece ser legal, o que deve valer a leitura.

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  16. Olá.

    Ainda não li o primeiro livro, porém me encantei com essa resenha. Parece aquele livro de partir o coração e nos ensinar varias coisas. Confesso que adoro livros com cachorrinhos. Me encanta! Aliás, amei sua foto!

    Beijos,
    www.psamoleitura.com

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  17. Oi, Aline

    Não sabia que tinha uma continuação!
    Eu amo cachorros, não me leve a mal, mas não gosto de ler ou até mesmo assistir histórias sobre eles.
    Acredita que não chorei com Marley e Eu, por exemplo? Eu tenho coração, mas não sei o que acontece! Hahahaha
    Achei bacana a interação entre Buddy e Clarity, ainda mais por ela ter essas questões pessoas e com a mãe também.
    E jura que existe essa coisa de cão farejador de câncer? Que incrível! Vou até pesquisar no Google e achei legal o livro dar uma pincelada nisso!!!

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  18. Oi, tudo bem?
    Eu conhecia o Quatro vidas de um cachorro, mas não sabia que tinha continuação. Confesso que eu tenho um problema com livros sobre cachorros, porque eu sempre acabo chorando muito. Por esse motivo, nem li o primeiro livro ainda.
    Eu confesso que, no começo, também estranhei essa ideia de um cachorro renascendo por causa da necessidade de um humano. No entanto, lendo sua resenha esse estranhamento foi passando e acho que deve ser uma leitura realmente tocante.
    Ainda não sei se leria, por causa desse meu receio de livros envolvendo cachorros. No entanto, adorei sua resenha e fico feliz que você tenha gostado da leitura.
    Beijos!

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  19. Oi, tudo bem?
    Mesmo que tenha achado a sinopse instigante, eu não gosto muito de ler livros sobre cachorros, o único que já li foi Marley e chorei muito com a história. Acho que esse não é o tipo de leitura que me deixaria confortável. Mesmo assim gostei da leitura!

    Beijos,

    Rafa - Fascinada por Histórias

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