Doce Lar (Série Sweet # 1) - Tillie Cole

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Primeiro livro da série de maior sucesso da autora de Mil Beijos de Garoto.
Aos vinte anos, Molly Shakespeare acha que já sabe de tudo.
Ela leu Descartes e Kant.
Ela estudou em Oxford.
Ela sabe que as pessoas que te amam também te deixam.
Mas quando Molly se muda da cinzenta Inglaterra para começar uma nova vida nos Estados Unidos, ela descobre que ainda tem muito a aprender. No Alabama os verões são mais quentes, as pessoas mais intimidantes e os alunos de sua nova escola muito mais viciados em futebol.
Após conhecer o famoso quarterback Romeu Prince, Molly só consegue pensar em seus olhos castanhos, cabelos loiros, físico perfeito... e em como sua vida tranquila e solitária parece estar a ponto de mudar drasticamente.

*Livro recebido em parceria com editora* 

"Um lar não é um lugar. Não é um país, uma cidade, uma casa nem um pertence. Lar é estar com a outra metade de sua alma, com a pessoa que compartilha seu pesar e te ajuda a levar o peso da perda. O lar está na pessoa que, apesar de todas as coisas, nunca desiste de você e te traz felicidade eterna. Isso, Molly, querida, é seu lar doce lar."
Doce Lar trás aquela velha história que já conhecemos de cor nos livros de romance: uma mocinha que acabou de se mudar para a faculdade, super inteligente mas não tão bonita. O garoto mais popular da escola - que é quarterback do time - que ao ver a garota e perceber que ela não se joga pra ele igual as outras meninas fica encantado e logo se apaixona. A mocinha é super inocente e inteligente, o garoto é um fofo com máscara de bady boy - e meio impulsivo. Ambos os personagens são quebrados e juntos se tornam mais fortes. 

Mas o livro tem uma diferença muito interessante: A mocinha se chama Molly Juliet Shakespeare - sim, da família do autor mesmo- , e o mocinho se chama Romeo Prince. Seria uma brincadeira do destino eles se apaixonarem e terem que enfrentar a ira de uma família que não aprova tal união? 

"Meu corpo te reconhece como algo bom para mim. Minha mente te reconhece como alguém certo para mim, e minha alma te reconhece como alguém feito para mim."

Doce Lar foi uma leitura bem rápida e agradável, que me prendeu por horas e me deixou com um sorriso bobo no rosto. Sendo um livro da temática - jogador de futebol americano - eu já esperava o clichê então não me decepcionei em nada. Não que isso seja ruim, eu acredito fielmente que qualquer clichê é uma boa leitura, desde que seja bem escrito, trabalhado e me prenda mesmo eu já sabendo o que irá acontecer naquela história. 

Molly é encantadora, ela cresceu na Inglaterra praticamente sozinha, e sempre se dedicou aos seus estudos pois eles eram algo que lhe tirariam daquele lugar que a trouxe tanta tristeza. Eu gostei muito dela, apesar de achar algumas atitudes meio inocentes demais ela é guerreira, principalmente por ser tão quebrada e ainda conseguir dar apoio e levantar Romeo quando ele está na pior, o que acontece muito. 

Romeo é o quarterback da faculdade, o garoto estrelinha que em breve deve ser convocado para algum time maior do país. Ele é o típico bady boy: possessivo, impulsivo e marrento, mas quando conhece Molly e percebe que ela não o quer por causa de sua fama, um sentimento começa a surgir e ele logo vê nela a esperança para ser alguém melhor, a luz para seus dias ruins com sua família podre. Eu gostei ddele (quando não estava sendo um babaca) porque ele é um garoto que sofreu muito e não teve ninguém para ajudá-lo em toda sua vida, ninguém que realmente se importava com o que ele estava sentindo e tinha coragem para ir mais fundo nesses sentimentos, em fazer ele se abrir. 

"- Não lembro de Romeu ser tão controlador com Julieta!
- E veja como eles terminaram. Meu jeito é melhor: menos mortes e mais orgasmos."

O grande vilão aqui - como na história original de Romeu e Julieta - é a família, do mocinho, que nutre um ódio horrível pelo garoto e tenta controlar sua vida nos mínimos detalhes. E Shelly, a vaca que quer Romeo a todo custo e é muito querida pelos pais deles, é ela que vai infernizar a vida desses dois durante o livro todo. Eu gostei desse drama, senti muito raiva tanto dos pais de Rome quanto de Shelly, e por mais que eu tenha gritado: "Filho, já passou da hora de tu vazar daí, tem 21 anos ou 12?" entendi que o mocinho era muito quebrado, só conhecia aquele tipo de afeto e pra ele quebrar a ligação com a sua família era um processo bem complicado. Só sei que esse povo precisa de terapia depois de tudo que aconteceu hahah

Uma das coisas que mais me fizeram gostar desse livro foram os personagens secundários. As amigas de Molly, os jogadores Crimson Tide, a professora de Filosofia... todos eles formam um apoio incrível para os personagens, e foram muito bem construídos. Espero que algum deles ali tenha sua história contada nos próximos da série, pois tenho certeza que vou adorar reencontrá-los. 

"Nosso amor está predestinado, Romeo. Pais interferindo fazem parte do pacote."

No final eu tirei uma estrelinha da avaliação porque achei que o livro foi um clichê de jogadores de futebol americano e eu esperava algo mais. É óbvio que a história de Romeu e Julieta dá um ar diferente na história, mas ainda assim o livro é parecido com outros que já li do gênero (como O Jogo Perfeito, por exemplo)  só com um toque de drama a mais na história, para deixar a vida do casal mais complicada. Mas não sei, foi feita um alvoroço tão grande desse livro que acho que estava esperando algo épico como Mil Beijos, e apesar de ter gostado não foi bem assim...

Mas eu gostei muito dessa leitura, para quem quer um livro rápido, com um mocinho bady boy super marcado pela sua família horrível e uma mocinha doce e inteligente cheia de traumas, é uma leitura mais que indicada. O fato de a autora ter misturado Romeu e Julieta na história deixou tudo ainda mais doce - e até mesmo engraçado - e as cenas hot são de arrancar suspiros. Ou seja, é um ótimo livro, só não esperem algo do nível de Mil beijos de Garoto, porque aquele é o Santo Graal da autora hahaha

Ah, e pra quem ficou um pouco desanimado (sim, eu sei que vocês vão falar que não gostam de clichê e blá blá blá hahaha) esse é o livro mais 'fraco' da série, os outros são bem mais profundos e mais trabalhados, então tenhamos fé e aguardemos a próxima publicação, okay gafanhotos? 

"Pois nunca existiu história mais verdadeira do amor vencendo o mal do que esta de Molly Juliet e seu Romeo."



4 comentários

  1. Olá
    Bem como você mesma disse estou no grupo que desanimou, romance hoje em dia para fazer diferença é bem difícil mesmo, eu gosto mas estou cansando também. Dessa vez eu passo essa dica.
    Beijuh

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  2. A sua frase clichê de jogadores de futebol americano já me tirou da lista. Odeio futebol americano cara. Nossa, li um assim e odiei, mas o resto eu curto mesmo, mesmo sendo clichê, mas não curto o esporte. Buáááá

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  3. Olá!
    Menina, já irei salvar esse livro, pois sou fã de um bom clichê e principalmente nesse estilo. Fico feliz que tenha gostado da leitura!

    Bjss

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  4. Olá, tudo bem?

    Quem foi que disse que um clichê não pode ser bom, não é? Eu super concordo com você, quanto ao fato de que todo clichê pode ser bom, basta que seja bem escrito! Confesso que ando fugindo um pouquinho de premissas no estilo desse livro, mas que ele pode ser uma boa pedida pra quem gosta de um bom drama (é do que estou fugindo no momento. XD).

    Beijo!

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