Resenha: A Fenda Branca (As cores de Madeleine # 1) Jaclyn Moriarty

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Uma fenda é o elo que une o mundo real e o reino onde as Cores têm vida própria: algumas são perigosas e até podem atacar. Madeleine e Elliot, cada um em um lado, iniciam uma curiosa correspondência que irá revelar uma saída para um universo paralelo onde tudo é possível, especialmente a magia.
Original, inteligente e agradável, este livro é um tesouro que vai encantar tanto os leitores de ficção realista quanto os de fantasia.



*Livro de acervo pessoal da blogueira* 

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A Fenda Branca: https://goo.gl/W8d1H9
As Fendas do Reino: https://goo.gl/ydEriv
Um Emaranhado de ouro: http://compre.vc/v2/38d496dd5c


A Fenda Branca é o primeiro livro da trilogia As Cores de Madeleine, uma história infanto juvenil bem fofa que me conquistou logo na primeira vez que li em 2014, e novamente em 2015. Agora 4 anos após a primeira leitura estou dando continuidade à série, e por isso vou trazer pra vocês novamente a resenha desde livro encantador, e em breve a resenha das continuações: As Fendas do Reino e Um emaranhado de Ouro.

Aqui vamos conhecer dois jovens personagens: Elliot, que vive no reino de Cello, e Madeleine, que vive em Cambridge, Inglaterra.

Elliot, com 15 anos, passa seus dias em jornadas para procurar seu pai, que foi levado por um ataque roxo, o qual também matou seu tio. Sim, você leu direito, as cores no reino de Cello possuem ‘vida própria’, e atacam geralmente em bando pelo ar, caso você não esteja vestindo seu colete de proteção, pode se machucar gravemente, ou até morrer. Nesse reino além de as cores terem vida própria, as estações também possuem, elas podem durar dias, meses, anos ou horas, tudo depende do 'humor' delas.

Madeleine é uma menina colorida em uma cidade preto e branco. Depois de ter fugido de casa junto de sua mãe, ela não é mais a mesma. Antes era uma garota que vivia voando de cidade em cidade, alegre, se divertindo com os amigos, hoje passa os dias estudando com Jack e Belle, e refletindo o porque de elas terem fugido de uma vida luxuosa, para viver em um apartamento mofado, comendo feijão enlatado todos os dias enquanto sua mãe costura para manter a casa.

Através de uma fenda, os dois mundos se conectam, e Madeleine começa a se corresponder com Elliot, aprendendo muito sobre os mundos, e principalmente sobre eles mesmos: suas dúvidas com relação aos pais, os amigos e o amor, curiosidades sobre cada mundo, escritores, suas rotinas... Com trocas de simples cartas eles se tornam grandes amigos, e mostram que mesmo estando em mundos diferentes, seus problemas e dúvidas são basicamente as mesmas.

O lance é o seguinte, Elliot: você era como um pedaço de magia. Você manteve as estrelas fixas no céu para mim e impediu que elas caíssem. Se eu abrir uma carta sua, acho que elas podem começar a cair de verdade.
A medida que cartas vão sendo trocadas, eles conseguem solucionar vários problemas pelos quais estão passando, e assim vão amadurecendo, muitas vezes deixando de enxergar aquele mundo colorido e fantasioso, para perceber a realidade que os cercavam o tempo todo.

Madeleine é uma personagem muito inteligente, para ajudar a mãe nos programas de quiz que ela insiste em tentar participar, ela absorveu muito conhecimento, então todas as reflexões e cartas dela são regadas de informações científicas, curiosidades sobre tudo e todos, enriquecendo mais o mundo criado pela autora. Ela é a que mais amadurece no livro, já que no fim entende o motivo de estar ali, e passa a dar mais valor nos momentos que estava deixando passar.

Os capítulos do livro são intercalados entre o Reino de Cello e Cambridge, e narrado não só pelos personagens principais (em primeira e terceira pessoa), mas como também pelos secundários, como o xerife, Belle, Jack, entre outros tantos. Todos eles contribuem para a história, nos contando vários pontos de vista do que está acontecendo, e deixando tudo muito mais misterioso.

E o que dizer sobre esse lugar mágico que é Cello? Posso falar que é lá que estão os maiores mistérios, é lá que nossos olhos ficam presos por várias e várias páginas, querendo ajudar o pessoal das Fazendas a solucionarem seus problemas, afinal, nada pode ser mais fantástico que um mundo onde Cores tem vida própria, estações tem personalidade e podem durar tanto um dia quanto uma semana, e depois seguem para outro reino, e onde você pode pescar feitiços nos lagos.

A autora consegue nos surpreender cada vez mais, quando você acha que está seguindo a linha de raciocínio do mistério, e está quase o solucionando, ela coloca uma reviravolta no livro, aquele BUM gigante, e devoramos as páginas novamente, e quando acaba, você precisa ler o próximo, pra saber o que vai acontecer.

E essa edição linda?! A editora não manteve a capa original, mas essa ficou bem melhor, já que trás muito a essência do nome da série, As cores de Madeleine. A diagramação está perfeita e não achei erros nela. Também há no rodapé do livro Madeleine ‘pedalando’ em sua bicicleta enquanto mudamos de página.


Jaclyn com elementos simples, consegue criar uma história fantástica, inspiradora e cheia de mistérios. Madeleine e Elliot são personagens encantadores que vão fisgar o leitor desde a primeira página, vai fazer você querer embarcar no mundo de Cello e mesmo encontrar uma fenda para se comunicar com aqueles habitantes tão peculiares. Os amantes de literatura fantástica vão devorar esse livro, se apaixonar por Cello e por Madeleine e é claro terminar esse livro loucos para começar o segundo.
Ai vem as cores de Madeleine, pensou Jack, e as cores iam direto para sua corrente sanguínea agora, navegando em minúsculos barcos-a-velas presas em diminutos palitos de dente.

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